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sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Bostejando novamente sobre a FAU



Na análise anterior, ative-me somente a ressaltar a insuperável poética inerente ao Edifício Vilanova Artigas, popularmente conhecido como o prédio da FAU. Peço desculpas àqueles que leram o texto escrito e publicado neste mesmo meio de expressão virtual em março deste ano, mas devo confessar que tal poética me comoveu tanto que, no momento de expressão de minhas impressões sobre tal colosso, acabei deixando que meus sentimentos de profunda admiração me fizessem omitir uma parte importantíssima que também é inerente à construção do modernista que dá nome à sua esplendorosa criação.
Tratando-se de uma faculdade, isto é, um local de ensino, de reflexão, de aprendizado, de amadurecimento, de questionamentos e de críticas, de arquitetura e urbanismo, nada mais didático que o próprio ambiente de formação refletir o objeto de aprendizado e o próprio ensino.
O calouro chega, ainda acostumado com as salas de aula de seu antigo colégio e cursinho, e vê a monumentalidade do edifício. Maravilhado com a plasticidade moderna, ele admira as rampas, os andares em patamares distintos, os espaços abertos, a honestidade do concreto armado. Tudo que o cerca é beleza e perfeição sob a luz do dia transpassando o gigantesco wafer que paira sobre sua cabeça, e a FAU certamente é o lugar mais bonito que há no mundo, com a melhor infra-estrutura e os melhores professores que dão as melhores aulas.
Com o passar do tempo, porém, o aluno, antes recém saído da adolescência, agora encara sua própria maturidade. Com o conteúdo aprendido graças à FAU, mas nem sempre ensinado por ela, com o convívio diário com os colegas, com os docentes e com o próprio edifício, ela aprimora o seu senso crítico, eleva seu nível de exigência e questiona e critica o sistema de ensino, os colegas, os professores e, obviamente, o próprio edifício.
É neste instante, então, que ele descobre o segredo por baixo do concreto armado.
Ele percebe a ilusão e a desilusão. 
Ele descobre a resposta como um arqueiro zen.
No início, havia um grande deslumbramento, uma grande admiração, uma grande expectativa.
Com o passar dos anos, a distância entre biblioteca e xerox, entre cantina e os banheiros sempre distantes que dificultam a vida daqueles cujas necessidades fisiológicas excretais e digestivas são urgentes começam a incomodar cada vez mais.
As rampas de acesso que não permitem cadeirantes circularem sozinhos, o elevador que não chega em todos os andares, a falta de segurança com guarda-corpos inapropriados, os domos de fibra de vidro mal pintados que descascam e deixam a água da chuva passearem pelas salas e aumentam o nível de decibéis para que os docentes parem a aula reprimidos pela natureza, a falta de planejamento acústico das salas de aula e estúdios, o teto de estalactites que pingam um líquido fétido cor de café sobre maquetes, roupas brancas, cabelos recém lavados, impressos caros, telas de notebooks e que se infiltram entre suas teclas, cada detalhe é friamente calculado para que o estudante de arquitetura saiba exatamente o que não fazer.
A FAU não lhe dá as respostas de que caminho seguir, ela dá a liberdade para o aluno traçar seu próprio rumo, apenas alertando-o do que não deve ser feito, e isto se esconde debaixo do concreto armado do prédio, milimetricamente calculado para que um vento gelado sopre nos dias de frio e para que nos dias de calor, não haja circulação de ar.
E os professores também colaboram. Secretamente, alguns deles, por incrível que pareça, os mais odiados pelos graduandos, recebem um treinamento com mestres Jedi dos cantos mais distantes das galáxias inacessíveis, para que eles não dêem o conhecimento de mão beijada. Eles são instruídos a dar uma aula bem ruim, e cobrar resultados humanamente impossíveis, de forma que cada aluno tenha de buscar o conhecimento por conta própria.
Esta é mais uma característica inerente ao glorioso impávido colosso.
O tudo tudificador que potencializa as potencialidades socio-ambientais que permeiam seu interior e seu entorno ensina os caminhos a não seguir para que o aprendiz saiba aonde ir, é a tese e a antítese, o yin e o yang, o equilíbrio do universo.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Notas do fim de dezembro


"Far from home, elephant gun"

Tempos a frente. 
O que mais se ouve no momento é que se sofre com a crise, mas as pessoas aqui parecem não sofrer.
Elas também vivem, mas parecem não viver.
Tudo aqui é tão correto que é desumano.
A artificialidade onipresente permeia tudo, desde os legumes no supermercado até o modo de agir das pessoas-máquinas. 
Enfim, cá estou, nesta cidade costurada com fios de eletricidade que desenham uma teia que aprisiona o tempo.
As horas e os dias parecem passar mais lentamente, sem pressa nenhuma para chegar ao amanhã que será igual o dia de hoje.
Programas de auditório, repetição sistemática de operações, não memória. Às vezes tenho um mal estar mental, tenho a sensação de estar na Invenção de Morel.
O ar frio do inverno parece aumentar minha solidão e melancolia, que permanece sem razão em mim.
Pelo menos sem um razão tangível.
O que sei é que se felicidade fosse ter, aqui seria o paraíso.
Mas aqui falta ser.
As pessoas são tão padronizadas e alienadas que parecem se diferenciar como dois carros iguais se diferenciam pelas placas.
Não há questionamento para nada.
Aqui, a vida parece fazer menos sentido.
Não que faça algum, mas aqui isto parece estar evidenciado.
Quando se preenche o vazio existencial com bens materiais, a vida também vira uma mercadoria, e para tudo o preço parece importar mais que os valores, distorcidos e corrompidos.
Extingue-se as necessidades básicas de sobrevivência e transforma-se as necessidades de vivência em um espetáculo ou num produto.
Falta-me algo.
Tudo aqui é belo (esteticamente), mas não é poético.




segunda-feira, 29 de junho de 2009

Sobre a Marginal Tietê


O resumão é o seguinte: estão ampliando a Marginal Tietê.
Os odiadores de trânsito estão felizes: o trânsito fluirá melhor.
Os construtores estão felizes também: há mais coisas para destruir para construir outra em cima.
As pessoinhas também estão felizes: o governo está preocupado com seu bem estar.
Os adoradores de árvores estão preocupados e sentidos: estão derrubando indefesas árvores centenárias para essa obra.

O resumão "impessoal" é esse, se quiser ler mais tem um monte de blogs verdes explicando tudo bem melhor, do tipo esse, esse outro, esse aqui que é pop e esse que é bonito e que não é um blog.

De qualquer modo, a versão não impessoal é a seguinte: o governo só caga e senta em cima e não sabe gastar bem o nosso dinheiro, o trânsito de São Paulo é uma merda, está mais que saturado, não vai ser uma faixinha a mais que vai resolver tudo e não sou um adorador de árvores, mas acho que derrubar essas árvores foi uma pena. Não pelo porte, mas porque não foi algo justificável.
Se o ponto é diminuir o trânsito, porque não fazem de um jeito que não estimule o uso dos automóveis, ao invés de facilitar o uso destes? Por que não pegar o dinheiro todo investido nessa obra para melhorar e ampliar a rede de transporte público? Por que não, ao invés de construir faixas para carros, construir ciclovias pela cidade? 
Ein, por que? 

segunda-feira, 23 de março de 2009

Bostejando sobre a FAU


O prédio da FAU, Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, do campus USP Cidade Universitária, é um ícone da arquitetura e do espírito modernos. 
Para se ter uma idéia da importância deste marco, o projeto do famoso arquiteto modernista João Batista Vilanova Artigas foi tombado em 1982 e ganhador do prêmio Jean Tshumi da União Internacional dos Arquitetos em 1985.

Quem vê a FAU de longe, pode achar que é só mais um bloco de concreto e aço no meio da USP, mas quem conhece a FAU, sabe que existe um discurso e uma poética muito além daquilo que é aparente para um olhar distraído e distante.
Para começar, a FAU não tem portas. Não existe uma delimitação do que é dentro e do que é fora; o espaço interno e externo são integrados, um é continuação do outro.
Quanto à sua configuração interna, a melhor definição é do próprio autor do projeto: "A FAU é um espaço flúido, integrado, somático. A pessoa não sabe se está no primeiro andar, no segundo ou no terceiro."
A respeito das cores, as paredes cinzas de concreto aparente podem desagradar o olhar não acostumado, mas permitem aos alunos configurarem e personalizarem seu próprio espaço, não impondo padrões, cores ou texturas a ninguém.
Também pode desagradar os desacostumados a distância entre salas, departamentos, cantina, biblioteca, xerox e laboratórios, mas esta distância permite que a pessoa caminhe pelo prédio admirando suas formas e sua poética inerente de sua natureza moderna, tornando o meio, a passagem, um ato de deleite cotidiano.

Se sabendo disto você acha que já conhece a FAU, saiba que sua poética de integração vai muito além.
Quem estuda ou mesmo vive na FAU, como alguns alunos, e vivencia todos os dias a arquitetura de Artigas suficientemente a ponto de perceber suas pequenas nuances, percebe que a fluidez e a integração somática desejada pelo arquiteto reside nos detalhes.
A fusão entre interno e externo é tamanha que o interno enaltece as qualidades do ambiente externo, trazendo uma experiência sinestésica ao indivíduo fauano.

Em uma noite frio de inverno, o prédio não só mantém a temperatura externa, como tem a incrível capacidade de diminuí-la, potencializando a sensação de baixa temperatura às pessoas que ali se encontram. Ao olhar para cima, é possível enxergar estalactites de calcário provenientes de infiltrações planejadas por Artigas, trazendo uma mistura de sensações como a passagem do tempo e a de estar dentro de uma caverna de gelo.
O mesmo ocorre num dia quente de verão. O calor interno sublinha aos indivíduos dentro da FAU que a temperatura daquele dia é alta, para que eles não se sintam deslocados de seu entorno natural.
Esta forte ligação com o clima é ainda mais bela em dias de chuva, quando algumas gotas d'água entram nas salas de aula e nos estúdios pelas frestas do teto estrategicamente planejado para que o ente da experiência universitária sinta-se tocado pela natureza, mesmo estando no interior de um fruto do avanço tecnológico do sonho moderno de progresso. Não obstante, o material do qual é feito o telhado também aumenta o nível de decibéis da precipitação pluviométrica, permitindo ao indivíduo ouvir claramente cada pingo d'água, tão claramente que até mesmo o professor, que percebe sua pequenice diante das forças da natureza, pára seu discurso pedante, intimidado pela voz que cai das nuvens.
Como se não bastasse, isto em especial para os alunos de design, que estudam no período noturno, em sextas-feiras de happy hour, das salas de aula no último andar, é possível ouvir as pessoas que estão lá embaixo conversando alegremente,as músicas que estão dançando, os batuques de seus tambores e até mesmo inalar o odor de drogas ilícitas que pairam no ar, fazendo com que eles, mesmo durante uma aula, sintam-se integrados com os alunos do curso de arquitetura e participem da festa sem estarem lá.
É a arquitetura moderna proporcionando a integração completa entre indivíduos, quebrando limites de paredes e distâncias.
Esta supressão de distâncias chega a ser tão forte que recentemente, num projeto de paisagismo implantado pela prefeitura do campus, a FAU refez seus jardins e espalhou fertilizante pelos seus canteiros no entorno do prédio. O resultado é minimamente bucólico. A baixa ou quase nula circulação de ar da construção faz com que o natural perfume dos dejetos animais se acumule dentro da faculdade, remetendo a uma vida pastoral cercada pela espontaneidade digestiva dos bovinos, caprinos e equinos.

É quase como se aquele monolito cinzento possuísse propriedade mágicas.
Sem julgar valores, ele enaltece as qualidades que entram, não só climáticas e ambientais, mas até mesmo pessoais.
Se um aluno entra bêbado, sai um alcóolatra; se um bixo entra um homossexual enrustido, sai de lá um grande gay alegre e assumido, se uma pessoa entra perdida, sem saber ao certo que caminhos seguir, sai ainda mais perdido do que entrou, isso para citar apenas alguns exemplos pontuais.
Ninguém entra lá como um arquiteto profissional, e a maioria que se forma, respeitando os princípios da FAU, são muito bem sucedidos nas mais variadas profissões, desde que não sejam arquitetura, como nosso grande Chico Buarque de Hollanda, por exemplo.

É como se a FAU fosse o oposto diametral do famoso "nada nadificador" de Heidegger.
A FAU é o tudo tudificador que potencializa as potencialidades socio-ambientais que permeiam seu interior e seu entorno.
Ela é a materialização da liberdade, do flúido, da integração somática entre pessoas de uma sociedade e entre a civilização e a natureza.



quarta-feira, 21 de maio de 2008

Suco de amarelo

Sempre me perguntei do que é realmente feito o suco de amarelo e de vermelho que fica dias e dias ali dentro daquele troço de plástico, as refresqueiras (é, fui procurar no google) encontradas em butecos, fast foods, bandejões e outros lugares por aí.
Todo mundo já tomou suco de amarelo na vida e é incrível como a gente já se acostumou a se enganar, talvez até mais que ser enganado.
Podia estar com o rótulo de "maracujá" ou "abacaxi" ou "água suja com açúcar e corante", tanto faz, ninguém ia perceber, mas está "laranja" e, por algum motivo, a gente acha que realmente existe uma alminha pequenina de laranja naquele suco de... amarelo.
Mesma coisa para alguns sucos que vêm na caixa ou em pó.
Nem a pau que o tang e o suco de laranja de caixa é feito de laranja.
No máximo, pode ser feito de uma abstração fauvista da fruta.
Mas creio firmemente que é feito de amarelo, isso sim.
Outro dia ainda comprei um tal de Whoops! que se dizia ser feito de Maracujá + Camomila.
Apenas dizia, pois não tinha gosto de maracujá e muito menos de camomila.
Fui ver os ingredientes e lá estava o motivo: Ingredientes: suco de laranja [...]
O pior é que também não tinha gosto de suco de laranja.
Malditos sucos de amarelo.



domingo, 18 de novembro de 2007

Manual de sobrevivência do mundo "civilizado"

  • Faça os outros acharem que você é legal. É mais fácil roubar de quem confia em você.
  • Finja sentir compaixão pelos pobres. As pessoas vão achar que você é legal.
  • Corte árvores ilegalmente, mas coloque plaquinhas com seu nome nas que você plantar.
  • Crie um blog contra o sistema. Quando ele receber mais de 100 visitas diárias, prostitua-o para o sistema e venda cacarecos com frases e personagens contra o sistema.
  • Nem pense em escrever um livro sem antes virar prostituta. Lembre-se, poemas são bonitos, mas contos eróticos dão dinheiro.
  • Não saia dando conselhos idiotas por aí, anote todos e lance um livro de auto-ajuda.
  • Sinceridade é a chave do sucesso. Se conseguir fingir isso, estará feito.
  • Crie bichinhos fofos para protagonizarem uma animação em flash, quadrinhos, filmes, etc. Crie chaveiros, canecas, camisetas e outras tranqueiras com os bichinhos. Crianças são alvos fáceis e um investimento futuro, pois continuarão consumindo seu produto quando ele virar retrô.
  • Honestidade, verdade, honra, generosidade, etc são valores que todos admiram, mas que não dá dinheiro algum.
  • Arte pela arte é um investimento com resultados quase sempre póstumos.
  • Se você for daqueles que polue o ar, a terra, o lençol freático e seus empregados, recicle o lixo e todos vão esquecer do resto.
  • Se matar alguém, disfarce-a de mendigo. As pessoas só notam que eles morreram quando começam a feder cadáver.
  • Se você for um político e te pegarem fazendo merda, esconda-se em uma de suas fazendas e volte a concorrer no ano seguinte.
  • Decote, mini-saia e silicone conquistam qualquer homem.
  • Dê o que quiser para quem bem entender, mas se for engravidar, que seja de um ricaço.
  • Quem dá para os pobres, paga o motel.
  • Tente concorrer para aparecer no Big Brother. A população sempre deixa rico qualquer idiota acéfalo que aparece por lá.
  • Se seus negócios na sua funilaria clandestina estão mal, saia amassando inocentes pára-choques dos carros nos arredores.
  • Todos têm seu preço, nem que seja a própria vida.
  • Organize eventos de coisas orientais + palavras nada a ver, do tipo "curso de meditação quântica", "escola de ioga astronômico" ou "tai chi chuan intergaláctico" e cobre uma nota preta dos interessados.
  • Vicie as gordinhas em produtos light. Assim elas sempre continuarão gordinhas e consumindo seus produtos.
  • Se você não está conseguindo vender seus tamarindos com agrotóxicos, pague uma revista popular para publicar que tamarindo com agrotóxicos faz bem para a saúde.
  • Para que transgredir a lei se há tantas maneiras legais de roubar?
  • Abra uma faculdade e chame um famoso sem diploma para fazer propaganda. É a melhor maneira de sugar dinheiro dos burros que acham que são inteligentes.
  • Abrir uma igreja sempre funciona. Você vende uma mentira para dar algum sentido na vida dos miseráveis e em troca recebe metade de salário de cada um e nem tem de declarar no imposto de renda.
  • Conte histórias comoventes para as pessoas chorarem. Depois, venda-lhes lenços.
  • Se sua consciência pesar, venda-a por quilo.

segunda-feira, 14 de maio de 2007

The Dark Side of the Internet

Ainda bem que somos todos bem adestrados.
Digo isso porque descobri o quão incrível é a facilidade de obtenção de informações pela internet.
Não que eu não soubesse, e não que você também não soubesse, mas eu quis provar.
Ontem eu digitei no Google: "how to make" e as sugestões que apareceram me impressionaram.
Entre "how to make sushi", "how to make hard boiled eggs", e outras coisas que não vem ao caso, apareceu "how to make bombs".
Fui além e digitei apenas uma inicial.
Em "d" o Google sugeriu "how to make drugs", em "c", "how to make cocaine" e "how to make crack" e em "e", "how to make ecstasy".
Qualquer pessoa com acesso à internet pode se tornar um Macgyver.
Em sites de videos, é possível aprender a fabricar bombas caseiras em garrafas, bombas de fumaça usando bolinhas de ping-pong, destravar cadeados e outras coisas mil.
Qualquer pessoa com acesso à internet pode se tornar um terrorista de primeira.
Existem sites que ensinam a fazer virus, como invadir um computador, como fazer cartas bombas, como extorquir cartões de crédito e outras coisas mil.
Lógico que há sugestões no mínimo estúpidas que aparecem como "how to make friends", "how to kiss", "how to be emo", "how to be anorexic", "how to be cool", "how to be funny" e etc.
Mas se existem pessoas frustradas o suficientes para entrar nesses sites, imagine então o número de pessoas que não buscam informações nocivas para os outros.
Não digo que deveria haver uma censura, além de ir contra a liberdade de expressão, seria inútil, afinal, quem quer qualquer informação consegue de um jeito ou de outro, mas pelo menos deveria ter um filtro ou no mínimo tirar as sugestões do Google.
O verdadeiro problema aqui é que a internet ensina, mas não educa.
E quem é que educa?

quinta-feira, 10 de maio de 2007

Incoerentes

Todos reclamam da política no Brasil.
Pena que ninguém se lembra em quem votou nas eleições passadas, só em quem votou no paredão do Big Brother.
Virou moda falar em meio ambiente.
Mas ninguém recicla o lixo, caminha ou usa bicicleta ao invés do carro nem economiza nada. Parece que todos querem voltar à natureza, mas ninguém quer ir a pé.
Ninguém é racista, mas todos fecham o vidro do carro rapidinho se aparece um negro.
Reclamam da falta de honestidade dos outros,mas subornam o guarda para não tomar multa.
Muita gente prega igualdade.
Mas ninguém quer abrir mão de nada, se o MST invade as terras do vovô, eles têm de morrer, capitalismo e consumismo são legais e não têm tempo para ajudar fazendo trabalho voluntário em comunidades carentes.
Aliás, ninguém tem tempo para nada também.
Afinal, metade do tempo livre é para encaminhar correntes, power points, entrar no orkut para entrar em comunidades do tipo "Eu tenho orkut, e daí?" e escrever falsos elogios em longos e inúteis testimonais. Afinal, hipocrisia é o que há de melhor.
Imagine, então, ter tempo para ler livros.
Pfff, tempo para ler é sagrado para Veja, Caras e Mangás. Sem contar a "leitura" da Playboy, que é a única coisa que certas pessoas "lêem".
Se eu leio um livro e recomendo, eu sou chamado de "Intelectualzinho", assim, pejorativamente.
Por falar em "intelectualzinho", até mesmo escrever certo virou coisa de idiota.
Questionamentos filosóficos, então, é coisa de alienígenas.
E esse bando de filisteus?
O conhecimento que têm do significado dessa palavra é o mesmo que eles têm de arte.
Se recomendam um livro é mais um maldito auto-ajuda, Paulo Coelho ou Harry Potter.
Não é a toa que os Best-Sellers são coisas do gênero "10 segredos das pessoas felizes", "Como manipular seus empregados" e etc.
Bom, e são esses mesmos filisteus anti-intelectuaizinhos que vão ser os ricos que mandarão no mundo.
Hum, há um tempo tenho desconfiado de que as pessoas acham que se alguém ficou rico, junto com os zeros na conta do banco, o intelecto dela aumentou também.
Ora ora, conheço gente da FEA e da POLI que vota no Maluf.
Ricos, entraram na USP, portanto "inteligentes", e votam no Maluf.
Hahahahahahahaha!!! Inteligentes!!! hahhahahahahaha!!!!

domingo, 6 de maio de 2007

Veja, que idiota

Hoje, pouco antes de sair, resolvi dar uma olhada na revista Veja.
Particularmente, não sou um leito assíduo da revista por acreditar em uma certa ideologia que entra em conflito com a visão política dos redatores de Veja.
Recebo, porém, semanalmente a revista em minha casa, pois minha família, infelizmente, tem assinatura.
Bom, isso não vem ao caso.
Acabo, às vezes, me irritando quando leio alguns artigos, colunas como de Diego Mainardi, etc.
Pessoalmente, acho que a revista é tendenciosa, conservadora e elitista, na parte de cultura geralmente não aparece muita coisa boa, tem muitas fofocas e muitas vezes denuncia escândalos por interesse.
O escândalo do mensalão, por exemplo, apareceu alguns meses antes na Carta Capital, mas só a apareceu na Globo e na Veja depois, sabe se lá seus motivos para tal atitude.
Acredito que todos devam ter liberdade de expressão, mas acho maquiavélico uma revista com a tiragem de Veja colocar a visão política deles como a correta de forma sutil, para mim é quase uma lavagem cerebral.
Dizer que o MST é do mal ou que programas sociais é populismo, por exemplo.
Me irritava, mas nunca me irritou tanto quanto hoje.
Dessa vez eles forçaram a barra legal...

"O MR-8, cujo nome faz referência à data da morte de um dos mais frios assassinos da história, o argentino Ernesto "Che" Guevara"


"Uma publicação de igual circulação que pregasse a violência da mesma forma que o panfleto do MR-8 o faz mereceria um anúncio se fosse, digamos, propagandista do nazismo?"

Che Guevara foi o maior psicopata da história da humanidade, mas os presidentes dos EUA não, aliás, muito pelo contrário.
Hora do Povo é um jornal nazista, mas a Veja é neutra, dona da verdade e ainda por cima é vítima.

Ora, vá ser reacionária assim na puta que te pariu.

sábado, 5 de maio de 2007

Bob Esponja Brasileiro


É rir pra não chorar



Foto que todo mundo recebe no e-mail

quinta-feira, 3 de maio de 2007

The Real Number of the Beast

6.500.000.000.000 de pessoas no mundo.
211.500 nascem por dia.
Nos próximos 25 anos nascerão mais 2.000.000.000 de pessoas.
Desse total, cerca de 93% nascerão em países em desenvolvimento, vêm para um mundo onde, atualmente...

  • 30.000.000.000 de dólares são gastos numa única estação espacial e recursos muito superiores na pesquisa de vida em outros planetas, enquanto bilhões de seres humanos continuavam agonizando na mais absoluta miséria, em condições de insalubridade e de fome aqui na Terra.
  • 20% da população mundial detêm 82,7% das riquezas, enquanto os 20% mais pobres vivem mergulhados na miséria.
  • O hemisfério norte consome 70% da energia mundial, 75% dos metais, 85% da madeira e 60% dos alimentos.
  • A renda média nos países mais ricos é 37 vezes maior do que a renda média nos países mais pobres. E essa diferença duplicou nos últimos 40 anos.
  • Nos países ricos, menos de 5% das crianças menores de 5 anos estão mal nutridas.
  • Nos países mais pobres, 50% das crianças têm algum problema de saúde por não comer o suficiente.
  • 800.000.000 de pessoas desnutridas no mundo.
  • 11.000 crianças morrem de fome a cada dia.
  • 1.300.000.000 de pessoas no mundo não dispõe de água potável.
  • 40% das mulheres dos países em desenvolvimento são anêmicas e encontram-se abaixo do peso.
  • 1 a cada 7 pessoas morre de fome no mundo.
  • 1 criança morre a cada 7 segundos de fome no mundo.
  • 300.000.000 de adultos são obesos no mundo.
  • 1 litro de óleo combustível usado pode contaminar 1.000.000 de litros de água.
  • 1.000.000.000 pessoas no mundo vivem com menos de 1 dólar por dia no mundo.
  • 2.700.000.000 pessoas lutam para sobreviver com menos de 2 dólares por dia.
  • 114.000.000 crianças não recebem instrução sequer ao nível básico no mundo.
  • 2.600.000.000 pessoas carecem de saneamento básico no mundo.
  • 584.000.000 mulheres são analfabetas.
  • Mais de 6.000 pessoas morrem diariamente por doenças provenientes de água não-potável.
  • Em São Paulo, cada habitante utiliza 250 litros de água diariamente.
  • 32.555 mortes registradas por ano no Brasil por armas de fogo.
  • A poluição na capital paulista provoca 9 mortes por dia.
  • 42.000 pessoas morrem por ano vítimas de acidente de trânsito no Brasil.
  • O ativo dos 3 homens mais ricos do mundo juntos excede o PNB dos 48 países mais pobres do mundo no seu conjunto.
  • A cidade de São Paulo produz mais de 12.000 toneladas de lixo por dia, com este lixo, numa semana, dá para encher um estádio para 80.000 pessoas.
  • Somente 37% do papel de escritório é realmente reciclado, o resto é queimado.
  • Atualmente, a produção anual de lixo em todo o planeta é de aproximadamente 400.000.000 de toneladas.
  • Na Índia morrem todo ano 2.000 de pessoas pela poluição atmosférica. A “Nuvem Marrom Asiática” tem 3 km de espessura.
  • Apenas 1% do óleo consumido no mundo é reciclado.
  • Os problemas ambientais são responsáveis por 25% das mortes anuais no mundo.
  • Existem mais de 800.000.000 carros em todo mundo.
  • 6.000 pessoas morrem por dia de AIDS.
  • 8.200 pessoas são infectadas com AIDS, a cada dia.
  • Só na África há 40.000.000 de órfãos em consequência da AIDS.
  • 1.000.000 crianças morrem por ano, vítimas de malária.
  • Mais de 50% dos africanos sofrem de doenças relacionadas à qualidade da água, como cólera e diarréia infantil..
  • 4 em cada 10 pessoas no mundo carecem de acesso a uma simples latrina.
  • Em média, um canadense utiliza 6 vezes mais água por dia do que um indiano e 30 vezes mais do que um habitante de uma zona rural do Quênia.
  • Maus-tratos matam 16 crianças por dia no Brasil.
  • 80.000 crianças morrem por ano em todo o mundo vítimas de negligência, agressões, abusos e exploração.
  • Cerca de 5.000.000 de crianças e adolescentes com menos de 15 anos trabalham atualmente no Brasil.
  • 75% das crianças agredidas dentro de casa tem menos de 10 anos de idade.
  • 5 imigrantes africanos morrem por dia ao tentar chegar à Europa.
  • Mais de 75.000 pessoas morrem todos os anos por causa do álcool
  • Só na Inglaterra e no País de Gales, 167 mulheres são estupradas por dia.
  • 10% das mulheres no mundo são alvo de estupro.
  • Os 5 maiores vendedores de armas do mundo são EUA, Inglaterra, Rússia, França e China, membros permanentes do conselho de segurança da ONU.
  • A incursão na paranóia nuclear custou ao mundo perto de 4.000.000.000 de dólares em investimentos a "serviço" da humanidade.
  • Apenas 50 anos foram suficientes para uma devastação de mais de 50% das florestas tropicais na América do Sul e em pouco mais de um século, de mais de 70% das florestas do planeta.
  • Enquanto a vida na Terra se manifesta há 3.500.000.000 de anos, em menos de 100 o homem fez toda essa cagada.
  • Apenas 1% do DNA humano difere do DNA dos macacos.


"Somente 2 coisas são infinitas, o universo e a estupidez humana, mas eu não estou tão certo quando a primeira." (Albert Einstein)

quarta-feira, 2 de maio de 2007

Esta imagem sim, vale mais que mil palavras.


Acho que isto explica muita coisa, seu glutão.





foto retirada de... bom, é só procurar no Google