segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Nota sobre a Modernidade Líquida


"Na modernidade líquida, tudo é volátil, as relações humanas não são mais tangíveis e a vida em conjunto perde consistência e estabilidade. A solidez das instituições sociais, (do estado de bem-estar, da família, das relações de trabalho, entre outras) perde espaço, de maneira cada vez mais acelerada, para o fenômeno de liquefação. De acordo com essa metáfora, a concretude dos sólidos, firmes e inabaláveis, derrete-se irreversivelmente, tomando, paradoxalmente, a amorfabilidade do estado líquido.
Fluidez, maleabilidade, flexibilidade e a capacidade de moldar-se em relação a infinitas estruturas, são algumas das características que o estado liquefeito conferirá às tantas esferas dos relacionamentos humanos citados anteriormente. Como conseqüência, vivemos um tempo de transformações sociais aceleradas, nas quais as dissoluções dos laços afetivos e sociais são o centro da questão. A liquefação dos sólidos explicita um tempo de desapego e provisoriedade, uma suposta sensação de liberdade que traz em seu avesso a evidência do desamparo social em que se encontram os indivíduos moderno-líquidos."

Por alguma razão, sempre que ouço falar em Modernidade Líquida, me vem a imagem metafórica do oceano, cuja superfície é a única parte visível e cujas profundezas são desconhecidas.


Um comentário:

K. disse...

Legal essa idéia de sociedade líquida, nunca tinha ouvido falar nisso antes...

Acho que reflete bem os tempos "pós-modernos"